A Make apresentou o MakeOS no Waves ’26, cujo dia principal foi 20 de outubro de 2026, como um novo produto para acompanhar agentes de IA, processos, custos e permissões em um mesmo mapa. A empresa diz que o MakeOS está em beta fechado: participantes do evento puderam experimentá-lo no Playground; os demais podem entrar na lista de espera. A proposta interessa a equipes que já usam vários fluxos e precisam ver dependências, gastos e limites de ação. A disponibilidade geral, inclusive no Brasil, ainda não foi anunciada. Veja a página oficial do MakeOS e a FAQ oficial do Waves ’26, que confirma as datas de 19 e 20 de outubro.
Orientação prática: antes de ampliar o uso de agentes, desenhe o processo atual, identifique quem aprova ações de impacto e registre os dados e sistemas envolvidos.
O que é o MakeOS e o que muda
A Make descreve o MakeOS como uma plataforma para executar trabalho com agentes e ver processos, agentes e ações em um único lugar. A ideia é ampliar o foco de cenários individuais para uma visão da operação: quais agentes atuam, quem responde por eles, o que custam e onde precisam de limites. A página lista visibilidade, sugestões de automação, governança e compartilhamento entre equipes.
Segundo a Make, o trabalho pode começar por uma solicitação em chat com Maia, Claude, ChatGPT ou outro assistente compatível com MCP. A empresa também afirma que cenários existentes continuam funcionando e poderão ser aproveitados no MakeOS. Isso não garante importação sem ajustes nem confirma que todo conector estará disponível no beta. A página consultada não detalha compatibilidade por cenário ou migração.
| Aspecto | Fluxos observados separadamente | MakeOS, conforme a Make |
|---|---|---|
| Visibilidade | Execuções e resultados por cenário | Mapa compartilhado de agentes, processos e ações |
| Custos | Gastos consultados por serviço ou fluxo | Visibilidade declarada por agente, equipe e organização |
| Limites | Regras distribuídas entre integrações | Bloqueio, encaminhamento a uma pessoa e registro de tentativa |
| Compartilhamento | Permissões configuradas nos serviços conectados | Compartilhamento de agentes sem compartilhar os dados, segundo a empresa |
Este quadro resume a proposta comercial, não uma comparação testada. A Make ainda não publicou uma matriz de planos nem explica como as métricas de custo são calculadas.
Como entram process mining e task mining
Na agenda do evento, a Make apresentou uma sessão chamada “Process Intelligence, live in Make”, voltada a combinar dados de processo ponta a ponta e trabalho manual entre sistemas. A distinção ajuda a entender o problema: process mining usa registros de eventos dos sistemas de negócio para reconstruir etapas e tempos; task mining analisa interações no computador para mostrar atividades feitas entre esses sistemas, como copiar dados de uma tela para outra.
A agenda descreve uma demonstração, não confirma liberação geral nem explica toda a implementação no MakeOS. Também não se deve presumir que controles de um produto da Celonis serão aplicados automaticamente. A página pública do MakeOS menciona permissões e limites de agentes, mas deixa perguntas importantes sobre coleta de atividade de desktop, retenção e hospedagem regional sem resposta.
Como uma pequena equipe poderia avaliar a proposta
Imagine uma empresa que recebe solicitações por formulário, consulta disponibilidade em uma planilha, cria oportunidades no CRM e responde por e-mail. Antes de delegar o fluxo a um agente, a equipe pode mapear onde há espera, quais campos são copiados manualmente, quais erros exigem retrabalho e quem decide uma exceção. Um mapa operacional pode ajudar a localizar essas etapas, mas não substitui validar se os dados e regras estão corretos.
- Comece por um processo restrito: escolha uma tarefa repetida, como classificar pedidos, em vez de conectar todo o atendimento.
- Defina os dados e responsáveis: liste aplicativos, informações pessoais, credenciais e quem aprova alterações.
- Separe regras fixas de decisões probabilísticas: use condições simples para regras claras; avalie IA em classificação ou extração quando houver benefício verificável.
- Teste sem efeitos reais: use exemplos anonimizados e destinos de teste; impeça mensagens e gravações no CRM até conferir a saída.
- Meça o resultado localmente: registre duração, retrabalho, exceções e custo total, incluindo modelos e serviços conectados.
Esse roteiro é uma recomendação editorial, não um teste do MakeOS. A própria Make descreve um modelo de governança em que o agente pode ser bloqueado quando ultrapassa limites e a decisão seguinte passa a uma pessoa. A empresa ainda precisa documentar como isso se configura na prática e como os registros podem ser auditados.
Acesso, preço e disponibilidade no Brasil
A Make informa que o MakeOS está em beta fechado. Participantes do Waves ’26 puderam testá-lo no Playground do evento; outras pessoas podem entrar na lista de espera. A página não traz data de lançamento geral, cronograma regional ou confirmação de acesso para contas brasileiras.
Não há preço, limite de uso ou plano elegível publicado na página consultada. Também não está claro se o produto será incluído em algum plano atual do Make. Uma assinatura de ChatGPT ou Claude, o uso de suas APIs e o plano da plataforma de automação são cobranças distintas; não assuma que o beta elimina ou reúne esses custos. Consulte a Make e os provedores envolvidos quando houver proposta comercial.
Privacidade e pontos ainda sem resposta
Antes de usar qualquer recurso que observe trabalho em desktop, uma empresa precisa saber que sinais são coletados, se há captura de tela, como os dados são filtrados, quem acessa os relatórios, onde ficam armazenados e por quanto tempo. A Make ainda não detalha esses pontos para o MakeOS na página consultada. Se o processo envolve dados de clientes ou colaboradores, envolva responsáveis por segurança e privacidade antes de conectar sistemas reais.
Outro limite é a promessa de redução de tarefas manuais e controle de custos: a página descreve capacidades pretendidas, mas não publica benchmark independente ou resultados de testes do MakeOS. O benefício dependerá dos dados disponíveis, da configuração e de como a equipe acompanha as recomendações.
Se sua equipe já conecta o Make ao WordPress, leia também a análise do conector WordPress do Make e sua validação SSL. É um recurso diferente do MakeOS, mas ajuda a avaliar outra parte prática de operar integrações da plataforma.
Para quem vale acompanhar
O anúncio é mais relevante para equipes de operações e TI que já coordenam vários fluxos, integrações e agentes. Para negócios pequenos com poucos cenários estáveis, pode ser mais útil documentar primeiro como o trabalho ocorre e resolver problemas de qualidade de dados ou regras confusas. A plataforma só faz sentido se trouxer visibilidade que as ferramentas atuais não oferecem e se seus controles atenderem às exigências da empresa.
O próximo passo é acompanhar a lista de espera e aguardar detalhes sobre planos, conectores, privacidade e disponibilidade. Quando houver acesso, avalie um processo delimitado, com métricas anteriores e aprovação humana para ações comerciais ou irreversíveis.
Perguntas frequentes
O MakeOS está disponível para qualquer conta?
Não. A Make o descreve como beta fechado. Participantes do Waves ’26 puderam testar no evento; os demais podem entrar na lista de espera.
Os cenários atuais do Make deixarão de funcionar?
A Make diz que os cenários existentes continuarão funcionando e poderão ser aproveitados no MakeOS. A compatibilidade e o processo de migração não foram detalhados publicamente.
Quanto custa o MakeOS?
A página oficial consultada não informa preço nem plano. Também não confirma se o produto será incluído em algum plano atual.
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